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Edição sexta-feira , 13 de julho de 2018.
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Me Engana Que Eu Gosto!



Chargista Nani

Imagem da Matéria

 Exemplo” que vem da Líbia

Caso o Congresso aprove a criação do Fundo Especial de Financiamento da Democracia, o Brasil passará a integrar um pequeno grupo de países que bancam as suas campanhas eleitorais com recursos públicos. Entre 180 nações listadas pelo International Institute For Democracy (Idea), pouco mais de um terço (34%) usa financiamento público eleitoral para campanhas.  É o caso, radicalmente, do Irã, da Líbia e do Afeganistão, por (mau) exemplo.

Como ´efeito orloff´ da conjunção que é um simulacro de reforma política em gestação na Câmara, o PMDB prepara a sua propaganda enganosa.  A pretexto de “reprogramar o presente”, voltará a chamar-se MDB – Movimento Democrático Brasileiro.

Só que aquele MDB, que teve importante participação na redemocratização do país, tinha em suas lideranças Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro e Itamar Franco.

E a cúpula do PMDB de hoje tem... Michel Temer, Renan Calheiros, Romero Jucá, Eliseu Padilha. Mais os eteceteras...

A propósito, nos anos 80, criada pelos compositores Marquinho Satã, Nivaldo Duarte e Serginho do Cavaco, surgiu uma musiquinha intitulada “Me Engana que Eu Gosto”, que fez médio sucesso. Era assim:

Me engana, me engana, me engana / Que eu gosto, eu gosto / Quem é brasileiro está satisfeito / Pois esse é o jeito.../

Pra que reclamar? / Se é bom o governo, é bom o prefeito / Cidade tranquila como esta não há / O meu capital está sempre sobrando / Não sei até quando ele vai ser assim...

Por mais que eu gaste, está sempre aumentando / Por mais que eu gaste, nunca chega ao fim / Eu gosto, eu gosto / Me engana, me engana, me engana / Que eu gosto, que eu gosto.

Para recordar, veja as imagens e escute o áudio.

 Minha casa, meus problemas

Vitrine dos governos Lula e Dilma, construções do programa ´Minha Casa, Minha Vida´ apresentam defeitos como rachaduras e infiltrações.

O relatório da Controladoria Geral da União é impressionante e desolador: 56,4% das unidades, Brasil afora, tem problemas.

Fiscalização prévia, antes de a CEF liberar as verbas para as empreiteiras? Nem pensar!...

 Soltem eles!

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, queixou-se esta semana, numa palestra na Associação Comercial de São Paulo, de que “após a operação Lava-Jato não sobraram empreiteiras para tocar as grandes obras de infraestrutura no país”.

O palestrante deixou preceitos assustadores: “É preciso ensinar Economia aos procuradores. Eles têm que saber que da caneta deles saem o desemprego e o fechamento de empresas. O empresário que está preso, ao invés de voltar à sua empresa, deveria ter permissão para trabalhar e voltar às obras e pagar as multas do acordo de leniência”.

Maria da Penha invertida

Alegando que estava sendo perseguido e ameaçado pela ex-mulher, um homem tentou proteção na Justiça, com base na Lei Maria da Penha. O juiz da 2ª Vara Criminal de São Paulo (SP), porém, negou o pedido, “porque essa legislação visa garantir proteção a mulheres e não pode ser estendida aos maridos”.

Conforme a petição inicial, o homem sente-se cada vez mais ameaçado, “pois a ex-mulher o persegue e ameaça e ele teme por sua integridade física e até mesmo pela própria vida”.

O arremate do autor: “por ter sido casado com ela, ele sabe do que ela é capaz”. 


Comentários

Beatriz Moreira Siqueira - Aposentada E Advogada 20.08.17 | 19:01:12

Como complemento do dia, adoro ler esta coluna, pois me traz lembranças boas, embora estejamos neste tempo turbulento. Meus bisnetos, talvez, tenham a sorte de não terem que ler os absurdos cometidos por nossos "pretensos donos do poder". Inclusive,envergonho-me, por ser ADVOGADA E EDUCADORA, de saber que atingiu, não a maioria, graças a Deus, mas alguns "juízes" que se julgam acima da sociedade. Para estes "magistrados", tudo; para a sociedade sofrida, nada. Parabéns, Marco Antonio Birnfeld, pelo acerto dos teus textos.

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