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Sexta-Feira, 22 setembro de 2017

Potins desta terça-feira



•  Lula perde um de seus advogados

O advogado José Roberto Batochio, que advogava para Lula e para Antonio Palocci, abandonou a defesa do ex-presidente. Quando Palocci resolveu fazer acordo com a Lava Jato, Batochio abandonou a defesa.

Ele disse para a Folha de S. Paulo: “Não posso, por razões éticas, estar em casos em que ambos sejam acionados e se encontrem em posições antagônicas. Fui defensor do Palocci por uma década. Nessa condição, recebi dele confidências personalíssimas. Não posso atacar alguém que já foi meu cliente.”

Segundo a rádio-corredor da OAB-SP, “Batochio sabe que, nesse caso, Antonio Palocci não mente”.

• Concurso vai adiante

O 2º Grupo Cível do TJRS negou na sexta-feira (8), por maioria, o mandado de segurança impetrado por candidatos do concurso público para juiz de direito. O colegiado entendeu não existir direito líquido e certo dos impetrantes – e assim confirmou a legalidade do certame e dos critérios de correção da prova de sentença.

Participaram do julgamento os desembargadores Alexandre Mussoi Moreira, relator (que presidiu o julgamento e proferiu o voto vencido), Eduardo Delgado, Leonel Pires Ohlweiler, Eduardo Uhlein (vencido em parte), Antonio Vinicius Amaro da Silveira e o juiz-convocado Ricardo Bernd. (Proc. nº 70074696808).

• Juízes nas comarcas, de segunda a sexta

As frases a seguir são do ministro João Otávio de Noronha, corregedor nacional do CNJ, em entrevista à imprensa do centro do país: “Estou numa briga enorme com os corregedores para verificar a presença de juiz na comarca. Muitos estão querendo morar perto de aeroporto, têm faltado às sextas-feiras. A ordem é: juiz na comarca de segunda a sexta. A nossa preocupação é que o profissional da magistratura seja vocacionado”.

Brasil afora, os advogados podem – com as frases acima – sentirem-se estimulados a fiscalizar. E informar o CNJ também.

• Mero filiado...

A descoberta da dinheirama em Salvador (BA) está sendo tratada pelo PMDB como um problema pessoal de Geddel.

O notório presidente do partido, Romero Jucá (RR), teve uma tirada típica de seu jeito debochado: “Geddel é um mero filiado ao partido”.

• Das redes sociais

• “Depois do apartamento do Geddel, entendi porque Lula queria um tríplex”.

• “O patrimônio de Geddel cresceu, alcançou a maioridade e foi morar sozinho”.

• “O risco que corre o brasileiro é desacreditar de suas esperanças e cair nos braços de outro aventureiro ou psicopata”.

• “Ainda não sabemos o número de vítimas do furacão Janot”.

• “O excesso de peso sempre foi um problema na vida de Geddel Vieira. Como se não lhe bastasse a barriga!”

• Quanto tem?

No dia da apreensão da dinheirama no apontado “bunker” de Geddel, uma brincadeirinha ocupou as conversas no Congresso. Antes da contagem das cédulas, que durou 10 horas, deputados e senadores apostaram informalmente para ver quem acertava o montante.

Ninguém acertou. Quem ficou mais próximo, cravou distantes R$ 10 milhões.

• A propósito

Dinheiro grosso não é problema para deputados. O cientista político Jairo Nicolau analisou os gastos de campanha de quase 5 mil candidatos a deputado federal em 2014.

A conclusão é inquietante: cada um dos eleitos gastou, em média, R$ 1,7 milhão. O valor é 15 vezes superior ao que gastou cada um dos que não se elegeu: R$ 116 mil.

Os mais gastadores foram Arlindo Chinaglia (PT-SP) com R$ 10,2 milhões; e Marco Antonio Cabral (PMDB-RJ) – filho do ex-governador Sérgio Cabral - com R$ 8,2 milhões.

Tem mais. Na média da coluna “deputados por partido”, PT, PMDB e PSDB gastaram R$ 650 mil. O PSOL, R$ 12 mil.

• Frase irreprimível

“O que mais choca é como a dupla do barulho, Geddel e Cunha – mesmo produzindo escândalos em série – foi tratada nas últimas décadas: como se respeitáveis fossem, em muitos salões da República”. (Do jornalista Ancelmo Gois, em O Globo).

•  Denúncia rejeitada

O STJ rejeitou denúncia do MPF contra desembargador do TRT da 13ª Região (PB) por constrangimento ilegal com emprego de arma contra sua ex-esposa, no contexto de violência doméstica-familiar.

A Corte Especial acolheu o voto da ministra Nancy Andrighi, relatora: “A narrativa da denúncia é deficiente e genérica, considerando-a, assim, inepta”. (APn nº 848)


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