Ir para o conteúdo principal

Edição antecipada 21-22 de junho de 2018.
http://marcoadvogado.com.br/images/jus_azul_caricatura.jpg

À espera de uma explicação da RBS pela não transmissão da Recopa



Uma coisa que ficou para trás, mas não pode ser esquecida. Falo da não transmissão da Recopa e da falta de explicação plausível para tal (devo a lembrança ao Raul Rübenich). Gostaríamos de saber – falo da maioria do RS - por qual razão a RBS transmitiu o “jogão” Jorge Wilstermann x Vasco - e não a Recopa?

Jorge o quê? Hum, hum.

Relembremos: o Inter caiu para a segunda divisão e, de pronto, começou a campanha “time A na B”. Na sequência, a novilíngua da IVI transformou o “inferno da segunda divisão” – assim se referiam à série B quando o Grêmio lá esteve – em Brasileirão da série B. Em algumas edições de ZH e no ClicRbs, a letra B sumiu...

Na vez em que o Inter assumiu a liderança por algumas horas da segundona, o B desapareceu e a manchete foi: finalmente, Líder do Brasileirão. Bingo. Binguíssimo...

Sigo. A segundona passou a ser transmitida toda, em 2017. Todos os jogos. Do Inter, é claro. Chegaram a alterar a grade para transmitir, por exemplo, Paissandu x Inter ou Luverdense x Inter. Até Luciano Huck mudou de horário. No tempo do “inferno da segundona” do Grêmio, a torcida tricolor tinha de escutar no radinho. Isso é fato.

Agora, na Recopa, a TV na RBS sumiu. Não compraram os direitos, disseram. Mas quando se tratou do “brasileirão série B” (a palavra segundona desapareceu), aí tinha TV todas as semanas. Também encaixaram bem os direitos de transmissão da pré-Libertadores de jogos que não tem nada a ver com o RS.

Falo desse tal de Jorge Wilstermann, dos confins da Bolívia. E do próprio Vasco. Os pobres – falo no sentido de classe social – que não têm Net e quejandos (não, quejandos não é canal de TV) e que não tinham dinheiro para ir à Arena (ou a Buenos Aires, por óbvio), ficaram só no radinho de pilha.

Assim, a TV, que é concessão pública, serviu apenas para quem tem TV a cabo. Radinho na malta. A patuleia pode só ouvir. Mas não pode ver a final da Recopa. Nem a primeira partida, nem a segunda, mesmo que a Arena estivesse lotada.

Alguém vai me dizer que os direitos de transmissão eram caros. Pode ser. Mas como a ESPN comprou? E como a TV a cabo do grupo Globo tinha o direito de transmissão?

Observação: em 2007 e 2011 a RBS transmitiu a Recopa de então. Claro: era o Inter. Lembro, de novo, a festa da IVI (toda a IVI, da Ipiranga ao centro) com a final da Sul-Americana. Que festão! Que cobertura! A torcida tricolor está à espera de uma explicação do grupo RBS pela não transmissão da Recopa.

Detalhe: os leitores se deram conta que, um dia antes da partida em Buenos Aires, a ZH publicou longa matéria sobre a “entrega” do jogo contra o Flamengo para “impedir” o Inter de ser campeão? Digam-me os motivos para requentamento desse assunto, a partir de uma entrevista – fragmentada – de um ex-jogador do Grêmio? E, não nos tomem por ingênuos, por que um dia antes da disputa da Recopa? Ou isso é geração espontânea?

E o que dizer de Maurício Saraiva com sua participação na SportTV muito bem captada pelo Flávio Guberman no Twiter.

Leiam: “Saraiva no Sport TV agora falando demais sobre a possível eliminação do Grêmio no Gauchão, sem falar uma só vez que nossa temporada começou mais tarde ou que estamos com a Recopa na cabeça. Depois, babou pelo SCI. Fez maravilhosamente bem o papel de reportagem isenta da IVI”.

Como se diz por aí, Flávio lacrou!

Também quero parabenizar o Flávio pela carta aberta que escreveu ao presidente Romildo. A hermenêutica de Flávio foi perfeita. Que baita interpretação. Do limão, fez uma doce limonada. Com uma dose de ironia e duas de sarcasmo, Guberman colocou as coisas no seu lugar. Pedro Ernesto parece que foi buscar lã e saiu tosquiado. Pelo menos na bela releitura do fenômeno, feita por Flávio.

Por fim, como venho dizendo, estamos preparando o livro sobre a IVI. Já tem até nome. E provaremos isso que acontece à socapa e à sorrelfa (o uso destas palavras é proposital!): a torcida (vejam a ambiguidade dessa palavra) cotidiana da realidade feita por “isentos”.

Por que eu trouxe o exemplo do Mauricio Saraiva, que Flávio capturou muito bem no seu twiter? Simples: Para mostrar que “isso de falar da IVI” não é paranoia e nem mania de perseguição. Isso é concreto. É fato. Ou é invenção nossa, por exemplo, a ZH, no dia seguinte à conquista do BI da Recopa, dar o mesmo espaço para a vitória do Inter contra o poderoso Remo?

Hum, hum.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

- Lênio Streck escreve Jus Azul às terças-feiras. Contatos: lenios@globomail.com

- Roberto Siegmann escreve Jus Vermelha às sextas-feiras. Contatos: roberto@SiegmannAdvogados.com.br


Comentários

Roque A. Andres - Administrador 02.03.18 | 17:07:32

O pessoal que escreve os comentários do Grêmio tem muito mais interesse em criticar o Inter do que falar do seu time. É uma insistência incrível, sempre colocando o colorado nos seus comentários. São anti-torcedores. Primeiro torcem contra o adversário, depois pelo seu time. Falem do Grêmio, pô! Que gente sem fundamento!

Banner publicitário

Mais artigos do autor

Sobre o que não podemos falar, devemos calar

“E tem o Tiago Leifert, que é um Bozo sem a fantasia. E agora a tevê ´democratizou´, trazendo mulheres para o time de analistas. Claro: preconceituosamente, somente belas mulheres”.

Milton Neves e o almoço do século, que a IVI escondeu!....

“Crepúsculo de jogo na Imprensa Vermelha Isenta (da Avenida Ipiranga, do Morro Santa Tereza, da Rua Orfanotrófio e da Rua Caldas Júnior). As cortinas da desinformação se fecham melancolicamente. É o paredão de não-notícias”.

Um palavrão necessário: epistemologia do futebol

Em suma, sem uma epistemologia, não se diferencia Leandro Behs, de Ernest Hemingway. Enquanto não tivermos uma epistemologia, nosso Pulitzer é a IVI. Pode-se dizer que Taison é melhor que Messi. Pode-se dizer chamar D´Alessandro de ´estadista´.  Pode-se comparar Danilo Fernandes a Eurico Lara”.

A IVI esconde um elefante atrás de uma formiguinha

O empate no Gre-Nal se deu sob o apito amigo e complacente do novo Eunápio de Queiroz, aquele que era conhecido como ´Larápio de Queiroz´, nos tempos da Taça Brasil. Nem Eunápio - o verdadeiro - deixou de dar três pênaltis para um só time de futebol. Mas Luis Carlos Reche, capitão da IVI, contemporizou: “Ah, três pênaltis? Árbitro erra. É do jogo”.