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Edição de Terça-feira, 24 de abril de 2018.

Não foi o assessor...foi o juiz mesmo!



Curioso despacho em uma ação em que – em causa própria – um advogado litiga, na comarca de Tupanciretã (RS), contra o Instituto de Previdência do Estado.

A folhas tantas, o juiz da causa, Marco Luciano Wächter, três anos e meio de carreira na magistratura gaúcha (posse em 18.09.14), escreve assim:

Trata-se de embargos em que o Dr. Oscar Siqueira Alvares fala muito, mas não diz nada. Simplesmente, e em resumo, não ´curtiu´ que este magistrado utilizou o verbo ´tachar´ na decisão dos embargos de declaração em que acolhi seu pedido. Disse que possivelmente a decisão tenha sido da lavra de um assessor e não do magistrado. Ledo engano, a redação é minha. E uso o verbo ´tachar´ em todas as minhas decisões de embargos de declaração e vou continuar usando. Não vejo nenhum problema no uso do verbo”.

O arremate verborrágico do despacho do juiz é simplório: “Não curtiu? Paciência! A vida segue”.

O Diário de Justiça Eletrônico do TJRS também publicou a pérola. A vida segue. (Proc. nº 1.16.0001413-6).


Comentários

Sidnei Antonio Mesacasa - Advogado 20.03.18 | 19:12:24

Um amigo mais experiente me disse certa feita: "Cuida para que não precises do Judiciário para resolver teus problemas". Cada vez mais válido o conselho...

Eliel Valesio Karkles - Advogado 20.03.18 | 14:36:17
Novos tempos... A sensatez indo embora!
Luis Augusto Waschburger - Advogado 20.03.18 | 11:09:35

Que momento vive o Judiciário! Que o destino nos proteja!

Marcel J. Santos - Trabalhador Em Telemarketing 19.03.18 | 19:39:06

É, o juiz em seu solipsismo jurídico dentro de uma extensão máxima. Afinal, quando compareci em uma audiência no Juizado Especial, a juíza disse que "poderia tudo".

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