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Edição de sexta-feira , 14 de dezembro de 2018.
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TDP – Transtorno delirante paranoide



Arte EV sobre fotos Camera Press

Imagem da Matéria

A minha formação é jurídica e ela me obriga a incursionar por outras áreas na busca de subsídios à atuação concreta do advogado. Não é por nada que conheço profissionais do direito que, diante do acúmulo de informações e pesquisas incidentais, demonstram capacidade ímpar.

Por exemplo, o meu amigo Ney Fayet poderia muito bem atuar como meu psicoterapeuta. Já o amigo Alexandre Pasqualini, com certeza um grande historiador, atuaria como um arquivo vivo de dados com, ainda, aguda capacidade crítica.

Pois bem, de tanto ler acerca da tal de IVI – Imprensa Vermelha Isenta - mesmo sem dar muita importância à cortina de fumaça artificialmente erguida para encobrir tropeços e insucessos, sou provocado por uma afirmação autofágica do colunista do espaço Jus Azul.

Não nos foi dado o supremo poder de decretar a inversão da ordem da gangorra futebolística no RS. Também não nos é dado o direito de invocar as grandes conquistas para abafar a má fase. As grandes conquistas, como a de Campeão Mundial FIFA, servem como referencial, mas jamais como escudos ou repelentes.

A mesma lógica aplica-se às fases de insucesso.

Como diria a minha avó: não há bem que sempre dure, nem mal que não se acabe. As fases são próprias da dialética da história, acarretando sequencialmente outras, sempre distintas e com efeitos também diversos.

Ao ler o artigo do meu estimado colega azul, vários aspectos me preocuparam, embora não me digam respeito. Um deles não deixarei passar “in albis”. Ora bolas, atribuir ao Internacional a condição de recém vindo da segunda divisão, em tom jocoso e depreciativo é, no mínimo, cegar à própria história. Aliás, dentre tantos aspectos, um é destacadamente presente no ambiente do tradicional rival: a soberba.

A afirmação jocosa, omite que de lá, a segunda divisão do futebol brasileiro, retornamos apenas uma vez.

Em síntese, temos todo o tempo, diante da perenidade de nossos grandes clubes, para buscar equiparação de condições.

Estão postos dois paradigmas importantes: um Campeonato Mundial Fifa e uma única queda para a segundona.

Quanto à imprensa vermelha, busquei na ciência a justificativa mais adequada e encontrei no Dr. Google a definição de um transtorno:

(...) “Portador desse transtorno é caracterizado por uma desconfiança de estar sendo explorado, passado para trás ou traído, mesmo que não haja motivos razoáveis para pensar assim. Reluta em confiar nos outros por um medo infundado de que essas informações possam ser maldosamente contra si. Percebe ataques a seu caráter ou reputação que não são visíveis pelos outros”... 

• Em relação ao GUERRERO, tudo ainda é muito recente.

Aguardemos as explicações da diretoria, elas são devidas aos sócios, conselheiros e torcedores. Só espero que nos convençam e que não causem mais prejuízos aos nossos combalidos cofres.

Será que estamos diante de um outro fiasco do tipo “caixas de som”?


Comentários

Narcy Antonio Maldaner - Advogado 24.08.18 | 15:22:11
O contrato com Guerrero terá considerado o caso da punição. A liminar configurou apenas uma espécie de licença para atuar na Copa e, assim, não há de conter "condições". Nesse quadro, a cautela do Inter se impunha. E disso muito falou-se e não se cogita ter sido desprezada (não seria nem por aprendiz); se o foi, renunciar ao cargo e pedir desculpas é o mínimo, sem afastar a responsabilização patrimonial (e moral, por que não!).
César Gregianin - Advogado 24.08.18 | 11:40:20

Com a finalidade precípua de colaborar e frear a propagação de fatos públicos e notórios no tocante à história do futebol gaúcho, tenho para mim que o rubro colega deve se socorrer de seu amigo "arquivo vivo de dados" para, mesmo a destempo, informar ao público do Espaço Vital o que ocorreu com o Sport Club Internacional na data de 18/05/1995 pois o texto acima sonega, talvez por lapso, tal informação.

Atila Gastos - Contador 24.08.18 | 11:23:10

Encerrado o texto com interrogação feita pelo cronista da Jus Vermelha, respondo: o fiasco vermelho é muito maior. Ronaldinho não foi recebido no aeroporto pela torcida. O patrocinador esportivo não precisou devolver dinheiro de quem comprou camisetas personalizadas. E por fim, a questão que poucos trataram adequadamente: o Sport Club Internacional contratou um jogador punido por doping de cocaína. Só isso basta para ser tratado como situação vexatória. É o 2016 sem fim...

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