Ir para o conteúdo principal

Edição de sexta-feira , 21 de dezembro de 2018.

A política também tem essas coisas



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

Por Carlos Alberto Bencke, advogado (OAB-RS nº 7.968)

O José Teutônico era um bem-comportado menino na melhor escola privada que frequentou. Cresceu e não era assim uma beleza de arrancar gritinhos nas gurias da cidade. Mas também não era de se jogar fora.

Um dia tornou-se político famoso. Seu gabinete estava recheado de assessores jovens, bonitos, bem vestidos, perfumados, alegres – às vezes até demais.

Teutônico frequentemente saía à tarde e só voltava no final do expediente, com o rosto pálido, cheiro de bebida alcoólica, mas bem-disposto. Mudava o tratamento: se antes era exigente, agitado e durão, passava a ser indulgente, calmo e carinhoso com todos.

Após separar-se da mulher socialite, as saídas de José Teutônico passaram a ser à noite. Falava-se sobre orgias, durante as quais o personagem até apaixonara-se por um belo rapaz que, durante o dia, tratava-o como “Maninho” e à noite chamava-o carinhosamente de “Maninha”.

Teutônico gostava. E fez o (a) parceiro (a) virar assessor.

Até que houve uma ruptura traumática. Inconformado com o rompimento, o assessor espalhou que, na intimidade, fizera isto e aquilo com o chefe, atendendo este e aquele pedidos. Mas que Teutônico estava se esquivando de pagar a pensão alimentícia de que moralmente era devedor. Foi um escândalo!

A “rádio corredor” da OAB – no clima de pós 2º turno e próximas mudanças legislativas brasilienses – informou ontem que tudo foi resolvido e que a ajuda financeira está sendo paga.


Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Chargista Kauer

A “Menina Veneno”

 

A “Menina Veneno”

Bem vivido, bom de bolso graças à consistente aposentadoria recheada de interessantes penduricalhos, o destacado ex-operador jurídico, viúvo, boa pinta -  se é que isso é possível para um cidadão com 70 de idade -  afinal sai com uma moça escultural, bem malhada, 24 anos.  De comum, entre eles, só o Direito.

Charge de Gerson Kauer

  O enterro da sogra que não morreu

 

O enterro da sogra que não morreu

A inusitada abordagem no plantão judicial forense. Como autorizar o funeral de uma provecta idosa, de aparência taciturna, que – como manifestação de última vontade - deseja ser sepultada no sítio em que reside? O texto é de Dirnei Bock Hendler, servidor judicial estadual (RS)

Charge de Gerson Kauer

A fama do João Grande

 

A fama do João Grande

Era uma ação penal contra um homem que estaria ofendendo e ameaçando a ex-esposa. As desavenças ocorriam porque ela postava, nas redes sociais, que o ex-marido vivia sempre na casa do João Grande, famoso na cidade gaúcha por ser bem-dotado.

Charge de Gerson Kauer

O gaúcho caloteiro

 

O gaúcho caloteiro

A difícil intimação de um fazendeiro, já conhecido no meio forense, como o Senhor Caloteiro. O êxito da diligência só acontece porque, no esconderijo, o devedor é acometido de coceira causada por urtiga.

Charge de Gerson Kauer

   A experiência dos velhinhos

 

A experiência dos velhinhos

Segundo a cartilha do banco, os saques mínimos no atendimento presencial seriam de R$ 200. Saiba como a idosa senhora - mãe de um advogado e avó de um estagiário do tribunal - convenceu o caixa de que ela tinha direito líquido e certo a sacar apenas R$ 50.

Charge de Gerson Kauer

Quando o suposto amor vira negócio

 

Quando o suposto amor vira negócio

O cliente, à hora da saída do motel, acelera o carro, derruba a cancela e se vai em desabalada fuga. Saiba porque, em Juízo, o tresloucado gesto do homem comove o juiz e obtém simpatia do dono do estabelecimento de hospedagem.