Ir para o conteúdo principal

Edição de sexta-feira, 22 de março de 2019.

A experiência dos velhinhos



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

É uma agência seleta de um dos bancos porto-alegrenses. Uma vovó, 65 anos ou mais, chega a um dos caixas para atendimento presencial.

Acompanhem o diálogo:

- Bom dia, quero sacar 50 reais.

- Lamento, mas aqui no caixa o saque mínimo é de 200 reais. Para valores menores, a senhora tem que ir no autoatendimento.

- Mas eu não sei usar as máquinas.

- Desça ao andar térreo. Ali, a funcionária que está junto aos caixas eletrônicos poderá lhe ajudar.

A idosa senhora fita o atendente de caixa e, em segundos, encontra a solução:

- Apesar do meu direito líquido e certo de retirar apenas 50 reais, eu aceito sacar os 200 que o senhor me impõe por causa da cartilha do banco.

Ela recebe então o dinheiro e o caixa pergunta se ela “deseja mais alguma operação”.

- Sim, quero fazer agora um depósito de 150 reais!

O bancário fica constrito por alguns segundos, mas se rende à argúcia da cliente. Faz a nova operação, recebendo 150 reais de volta, e entregando o papelucho do depósito.

Antes de sair, a senhora fita de novo o atendente e deixa as coisas bem claras:

- Melhor que tenha havido a solução pacífica, porque senão eu tocaria uma ação contra o banco. Meu filho é advogado e tenho um neto que é estagiário no tribunal e com eles aprendo os meus direitos.

O caixa fica quieto, a idosa afasta-se dois passos, e arremata irretorquível:

- Não se brinca com a experiência dos velhinhos!

Nada mais diz, nem lhe é perguntado. O caixa, no mesmo dia, relata por escrito à superintendência regional, “como sugestão para a revisão de conceitos e a fim de evitar confrontos com clientes”...


Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Charge de Gerson Kauer

   O Doutor Rei da Sinuca

 

O Doutor Rei da Sinuca

A surpresa, em cidade da fronteira gaúcha, quando o advogado - que tinha 99% de sucesso nos encaçapamentos das sete bolas coloridas – rompeu o namoro com a mulher mais ´in-te-res-san-te´ da comarca.

Gerson Kauer

Os dois exagerados

 

Os dois exagerados

Ao realizar a penhora sobre um cavalo (“o mais famoso reprodutor da fazenda”), o oficial de justiça espanta-se com a virilidade do equino, fotografa o animal excitado, e faz uma certidão exageradamente minuciosa. O juiz manda desentranhar a foto e que se risquem 17 palavras do relato oficial feito pelo servidor minucioso.

Gerson Kauer

Nádegas generosas

 

Nádegas generosas

A condenação da editora de uma revista erótica, por causa da legenda ao lado da foto mostrando quadris e rosto de veranista praiana: “Meus olhos são pra ver/ Meu nariz é pra cheirar/ Minha boca é pra comer/ Meu ouvido é pra escutar / Mas também tenho algo pra dar”.

Gerson Kauer

Mulher em caução!

 

Mulher em caução!

Astucioso, o homem sai do motel sem pagar a conta. Surge depois a inusitada ação contra uma mulher, 30 de idade, tentando “receber o valor de uma diária, jantar e bebidas e, cumulativamente, uma reparação financeira, mesmo que pequena, para punir a ré pela trapaça civil cometida”

Gerson Kauer

De grosso calibre

 

De grosso calibre

No prédio com vista para o Guaíba, em que atuam lidadores do direito, chega uma caixa com “uma coisa estranha” endereçada a uma das doutoras da casa. Seria um “bilau” de brinquedo? O decano deu a solução na reunião em que participaram as cabeças mais lúcidas da Casa: “Temos que rever nossos conceitos”.

Charge de Gerson Kauer

O namorado do juiz

 

O namorado do juiz

Na comarca de entrância intermediária, um dos juízes é gay. Seu então parceiro é um técnico em informática de uma grande empresa agro comercial. Afinados, os dois homossexuais têm apenas uma única grande diferença: a questão salarial. De repente, há um tombo financeiro.