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Edição de sexta-feira , 14 de dezembro de 2018.
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2019: ano difícil para os cursos universitários



PONTO UM:

Por meio das Leis nºs 11.114/2005 e 11.274/2006 houve uma significativa modificação no ensino fundamental, agregando-se aos oito anos, - até então contemplados - o 9º ano escolar, estendendo-se o tempo de permanência dos alunos nos ensinos fundamental e médio para um total de 12 anos.

O ciclo se implementou no ano de 2016, o que significa dizer que, neste ano de 2018, as escolas de ensino médio poucos, senão pouquíssimos, alunos tiveram matriculados no terceiro ano. Isso fez com que sindicatos e escolas privadas transacionassem, seja para que essas não findassem o ano no vermelho, seja para que os professores tivessem minimizados os impactos nos seus empregos ou carga horária.

PONTO DOIS:

No ano de 2019 será a vez dos cursos universitários, pois não terão o volume normal de pretendentes nos seus vestibulares ou quaisquer que sejam as formas de ingresso na faculdade, egressos do 3º ano do ensino médio.

O ensino superior público certamente é o menos atingido, porque sua sobrevivência financeira vem de outros fundos, mas os cursos de instituições privadas sofrerão impacto direto, com significativa diminuição de vestibulandos e, portanto, de alunos do primeiro ano do ensino superior.

Também aqui a situação se refletirá sobre o quadro de professores, até porque na maioria dos casos são eles horistas, presumindo-se uma redução significativa na carga horária dos professores, sem se falar na possibilidade de redução do quadro de professores celetistas.

O ano de 2019 será, portanto, um ano difícil.


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