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Porto Alegre, terça-feira, 12 de junho de 2021.
(Próxima edição: sexta-feira, 18).
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O Gre-Nal dos desesperados



Vem aí mais um Gre-Nal para sacudir o futebol gaúcho. Os resultados colhidos pela dupla nas competições ainda doem às respectivas torcidas. Ambos os clubes rigorosamente eliminados, deixando escapar valiosas oportunidades, com maior ou menor vexame nos resultados de campo. A diferença entre um e o outro no ano é o título gaúcho.

O que restou diante da frustração das expectativas é a luta por uma vaga na Libertadores de 2020. Isso é muito pouco para dois gigantes do futebol brasileiro.

O Gre-Nal do próximo domingo vale muito mais do que os três pontos.

Considerando o que resta pela frente, ele será decisivo para definir quem poderá estar entre aqueles que disputarão a Libertadores, pois dificilmente diante de uma derrota haverá condições de recuperação e avanço.

A situação do Internacional é mais arriscada, pois com a mudança do técnico não teremos tempo para que ele possa definir um modelo de equipe e um sistema tático adequado. Agrada-me a sua opção pelo ofensivismo, rompendo com a cultura retranquista imposta ao longo dos últimos anos. Entretanto, é preciso um certo tempo para que as coisas aconteçam pois infelizmente o futebol não lida com milagres.

A dogmática máxima de que em casa ganhamos, é contrariada pelos resultados dos últimos quatro jogos no Beira-Rio. O jogo de ontem (31) com o Athlético Paranaense, o último confronto antes do Gre-Nal, revelou perigosas fragilidades.

O confronto máximo do futebol gaúcho será na casa do adversário. No lado do Internacional um técnico novo e do lado do rival um que está no comando em uma considerável sequência de anos.

Mais uma vez é imprevisível o que pode acontecer.

Na quarta-feira (30) um motorista de táxi lançou uma proposta curiosa: “Doutor, pela situação dos dois não seria do Medeiros sentar com o Romildo e assinarem um 0x0?”.

(Um parênteses que o editor do Espaço Vital, Marco Antonio Birnfeld, soprou-me agora cedinho. A tal “proposta” do taxista não tem nada a ver com a “proposta indecente” que sacudiu uma das maiores bancas advocatícias brasileiras.).

Eu nunca desprezo a percepção popular, entretanto o Gre-Nal é o único título em disputa e o que pode somar no saldo da temporada.

Assim, enquanto não mudamos as nossas convicções de poupar jogadores, escolhendo competições, ficamos nisso: disputa de vaga e Gre-Nal.

Que venha então o Gre-Nal!


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