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Edição de sexta-feira ,13 de dezembro de 2019.
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Por que precisamos de um software jurídico?



Há inúmeros softwares no mercado e todos se dizem “os melhores e mais competentes” para ajudar a advocacia a gerenciar processos, fluxos, agenda, pessoas, financeiro entre outras atividades. Entretanto, na prática, a questão é bem diferente. Antes do software jurídico há a gestão do escritório. Sem gestão, o software não serve pra nada.

Alguns casos práticos que tive com a consultoria que presto:

1. Cliente pagava um software top de mercado, com inúmeras funcionalidades. Ao longo do projeto, percebi que ele precisava de um software pequeno, com funcionalidades adaptadas à sua realidade. E, assim, trocamos um software grande por um pequeno. Foi a troca de um grande, do qual ele usava 20%, para um pequeno do qual ele usa mais de 90. Assim, muito além do investimento financeiro, temos que pensar no que precisamos para entregar ao nosso cliente.

2. Um outro escritório que já usava o sistema há anos, sequer sabia quantos clientes novos estavam entrando por semana ou por mês. Bastou criar um tipo de andamento no sistema para que esta informação começasse a ser monitorada e assim virasse um indicador. Com esta realidade, percebemos que era necessário mudar a forma de atender clientes novos e clientes antigos, pensando sempre em buscar novos cliente e manter os antigos através de experiências positivas, o famoso Xperience do cliente.

Mais uma vez se prova que mesmo tendo ferramentas adequadas, sem o ajuste da gestão, sem o pensar correto não temos os números de forma estratégica, como informação relevante ao crescimento do escritório.

E ainda em tecnologia, muitos andam comprando sistemas e tecnologia baseados na espuma. Como assim? Ao invés de se preocuparem com o que realmente o sistema faz, como faz, e como será o custo disto tudo -, muitas pessoas acreditam em nomes em inglês, modinhas de internet e pagam caro por tecnologias não solidificadas, ainda em experimento, como se quisessem ser cobaias de luxo.

Muitos falam que precisam de workflow, de inteligência artificial, de robôs. A pergunta é simples: Pra quê? Para qual tarefa e finalidade? Apenas pra dizer que tem e não ter ideia de como serve?

A isto chamo de jogar dinheiro fora. Precisamos criar consciência de uso de gestão e tecnologia para que ter diferenciais competitivos!

Quer usar de forma inteligente a tecnologia? Siga estes três passos pelo menos:

1. Inicialmente conheça os fluxos de trabalho, de onde a informação vem e para onde vai, prazos que isto deve seguir e ter, assim também como hoje é controlada a gestão;

2. Adquira uma tecnologia que possa atender estes fluxos internos e as necessidades do cliente, seja por relatórios, seja por integrações, seja por automações.

3. Após isto definido, pense realmente no que a tecnologia que está sendo adquirida pode automatizar processos, substituir trabalho mecânico de pessoas e melhorar a velocidade da informação e da gestão interna.

São ferramentas básicas, elementares, mas se bem aplicadas, podem revolucionar o seu dia a dia!

PS - Coloco o meu endereço de e-mail (gustavo@gustavorocha.com) à disposição dos leitores. Comentários, sugestões etc. serão bem-vindos.


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