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Porto Alegre (RS), terça-feira,
31 de março de 2020.
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2020 começou da nossa cor!



Arte EV sobre foto Visual Hunt

Imagem da Matéria

Estou com aqueles que entendem que a estruturação das categorias de base tem como objetivo maior a formação e revelação de jogadores ao revés da conquista de títulos. Com isso, os clubes romperiam com o método obstinado de contratarem jogadores, e atenderiam a receita de vender no mínimo um jogador por ano.

A colocação de jogadores no mercado supre o déficit de receita decorrente do rateio das verbas destinadas aos clubes de fora do eixo Rio-São Paulo, mitigado pelos números da audiência televisiva. Um dos maiores negócios envolvendo a venda de um atleta do Internacional, foi o do Alexandre Pato. Não há dúvida quanto à conveniência e oportunidade da transação.

Em sentido contrário há inúmeros exemplos: lembram a faixa no portão com o aviso “Não vendemos craques”, ou dos gêmeos pelos quais o Inter rejeitou várias propostas?

A equação é singela: deixar de comprar alucinadamente no mercado e vender o que é possível. Para tanto, as categorias de base devem produzir muito, qualificando-se como uma fábrica de atletas.

Recém iniciava 2020 e fomos surpreendidos pela maravilhosa conquista da “copinha”, Taça São Paulo de Futebol Júnior.

Ela é uma verdadeira exposição do que está sendo feito nos principais clubes brasileiros em termos de categorias de base e de atletas.

A primeira e inevitável conclusão é de que o veredito que decretava a falência do trabalho de base do Internacional está equivocado, pois esbarra em fato incontestável. A segunda, diz com a exposição positiva da imagem do Inter, desgastada no cenário futebolístico em razão de uma tragédia administrativa ocorrida na gestão Píffero.

Meu reconhecimento à gestão atual na pessoa do presidente Marcelo Medeiros. Somos detentores de cinco títulos da Copa São Paulo, o que não é pouca coisa. Parabéns aos atletas, comissão técnica e dirigentes. É um feito limitado a pouquíssimos clubes.

Mas a conquista de agora teve um ingrediente extra: foi fruto da derrota imposta ao nosso tradicional adversário, vice-campeão da copinha.

Uma grande conquista que nos enche de esperanças!
. . . . .
Fora de campo o Internacional teve uma grande perda, a morte do Ibsen Pinheiro.

Concordemos ou não com as suas ideias, o certo é que ele abrilhantou o nosso clube com a sua inteligência. Dedicou tempo e energia ao Internacional.

Obrigado, Ibsen.


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