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Porto Alegre (RS), terça-feira,
31 de março de 2020.
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Aimoré deu uma coçadinha e Grêmio arrumou sarna



Arte EV sobre caricatura de Mendes /NDMais

Imagem da Matéria

Era para ser um jogo fácil. Não seria bom – e nem se cogitava – um resultado que pudesse levar a um Gre-Nal prematuro. Neste momento, avalio que a própria direção e jogadores pensam que não é bom negócio enfrentar o maior rival. E suponho que também o rival pensa assim.

Mas, se isso é assim, por que o Grêmio jogou tão preguiçosamente contra o Aimoré, cuja folha de pagamento não dá a do jogador mais bem pago do Grêmio?

Renato deu uma de professor pardal. Inventor. Ele e lampadinha pensaram tanto e conseguiram escalar o novo André (quer dizer, Luciano) atrás de Diego Souza. Dois centroavantes? E dois volantes? Contra o temível Aimoré?

Contra o Inter vamos de três volantes? A ver. Mas algo há. Pode ter sido apenas uma escorregada. Mas que a coçadinha do Aimoré virou uma sarna, ah, isso virou.

O Grêmio procurou sarna. Gre-Nal, neste momento, é sarna. Na prática, vale o primeiro turno. Imaginem uma eliminação.

Enfim, sabemos que é início de temporada. Porém, é inadmissível que um time, com reforços caros, jogue desse modo contra um time formado às pressas como o Aimoré, que, aliás, não ganhou por mais por muito pouco. Fez dois e podia ter feito quatro. Facinho...

A única coisa que se tira dessa patacoada é aquilo que o Ricardo Wortmann vem dizendo: o que mata o time são os elogios. O incenso. Isso sempre dá errado. Goleada no Esportivo. A IVI ajuda a afundar a gente, inflando a malta tricolor. Pior: os jogadores acreditam. Resultado: derrotas como a contra o Atlético e perda da vaga na Copa do Brasil; perder de goleada para o Flamengo e perder a Libertadores... Saltinho alto.

Portanto, com o fiasco contra o Aimoré tem-se que, mantendo a mística, na próxima – o Gre-Nal – jogaremos bem.

Moral da história: desconfiemos, sempre, dos elogios da imprensa vermelha isenta. E, logicamente, façamos sempre o contrário do que dizem. Se falam em volantes, coloquemos atacantes. Se falam em atacantes, coloquemos defensores. É da essência da IVI. São como o escorpião. Pega carona com o sapo. No meio do rio, ferram. Morrem junto. Mas, e daí? Há quanto tempo não ganham nada?


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