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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 18 de setembro de 2020.
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Quem não faz, leva!



Foto: Ricardo Duarte / Internacional - Arte EV

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O Gre-Nal tem o seu valor, mesmo que apenas pela resistência humana diante do coronavírus. A análise não despreza o momento. Foram muitos erros individuais, falta de ritmo e de entrosamento. Quase tudo dentro do esperado, considerada a exceção que tem sido a vida de todos.

Como sempre, vi o que não viram. Um primeiro tempo de maior volume de jogo para o Internacional, mas sem a imprescindível finalização e, em resumo, quem não faz leva. O Guerrero parecia em isolamento social dentro das quatro linhas, revelando que ainda não alcançou a sua condição anterior.

Ora, atletas não são máquinas e quatro meses parados implica na precarização do talento. O único que atua praticamente só, com intenso treinamento individualizado, destacou-se. Não foi por acaso que o Marcelo Lomba foi o destaque do jogo.

O que teve de bom no Gre-Nal? Para o vencedor a vitória, em uma partida marcada na história pelas circunstâncias episódicas. Para todos, irrefreável desejo de superar limitações buscando a vida como ela era.

O gol do adversário foi obra do acaso, desviada na cobrança de uma falta. Mas gol é gol e o resultado para nós foi de uma derrota. Melhor não tivesse ocorrido.

O confronto em si foi ruim, plasticamente comprometedor.

É injusto atribuir à arbitragem a derrota, especialmente frente ao fato de que não perdemos um jogador por expulsão. O que desbordou do quadro, embora quase regra, foi o xingamento do D’Alessandro e do Coudet, ao presidente da Federação Gaúcha de Futebol.

Digo e repito: respeito o D’Alessandro como jogador, mas já faz parte do seu agir romper as fronteiras da sua condição. Crítica conselheiros, jornalistas, afasta-se quando discorda da direção e, agora, interpreta a gestão na Federação Gaúcha de Futebol. Isso me lembra as inúmeras vezes em que os azuis apontaram o Noveletto como causa das vantagens obtidas em campo pelo Internacional no Campeonato Gaúcho. Também eram injustas.

Primeiro é preciso avaliar o jogo, e o resultado depois, como superar as deficiências e, somente após, se houver evidências, desviar a responsabilidade para terceiros.

Com firmeza e habilidade deveria a direção retomar - no caso específico – o protagonismo político. É competência dela a análise e eventuais críticas à estrutura orgânica do futebol gaúcho.

No mais, simplificando, é mera paixão quase sempre impulsionada pela irracionalidade do momento.


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O caso do advogado que já trabalhou para o Inter e liberou D´Alessandro (que estava suspenso por dois jogos) para que disputasse o Gre-Nal. “O questionado diz com o apontado necessário impedimento ou suspeição do julgador quando a matéria possuir ligação com o clube do seu coração”.