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Porto Alegre, sexta-feira, 16 de abril de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 20).
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Dizer o que sobre o Renatismo? O Grêmio e o ludo-cloroquinismo...



Foto: Fernando Moreno/AGIF/APP/ARTE EV

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Peço desculpas para uma comparação. Com tanto sofrimento sendo gremista e no meio de uma pandemia arrasadora, com quase 260 mil mortos - fora um terço de sequelados - imaginei que os leitores me permitiriam fazer essa comparação. Peço que parem para pensar antes de dizerem “que politizei o Jus Azul”.

Então. De certo modo, Renato se parece com determinado Presidente da República, do qual, aliás, é fã. O Presidente desdenhou da pandemia, anda sem máscara, promove aglomerações, dá entrevistas irritado e a pandemia só aumenta. E tem adoradores incondicionais. Com dólar nos píncaros, o Presidente só pensa em reeleição.

Já Renato Portaluppi escala quem quer, manda contratar quem quer, se der errado nada tem a dizer, ele tem “o grupo fechado” ... E tem adoradores incondicionais, chamados de chapabranquistas ou renatistas.

À semelhança do Presidente da República, Renato disse que o Brasileirão é um campeonatozinho (uma gripezinha?), perdeu de goleada a Copa Libertadores, chegou no máximo à Pré-2021 e agora tem de vencer o Palmeiras.

Ainda em comum, enquanto Bolsonaro escala Pazzuelo que nada sabe de saúde, Renato escala Paulo Miranda, o rei da janelinha, e Paulo Victor, que não sai do gol (quem sai é Vanderlei, se me permitem a ironia). Com o time em frangalhos e sem preparo, Renato só pensa em renovação – não do time – mas do seu contrato.

Desnecessário falar de Ferreirinha e a cisma que Renato tem para com ele. Despiciendo falar sobre a preguiça de Jean Pierre, que parece jogar mal de propósito. E de Pepê, quem nem entra mais em campo. Como Matheuzinho desaprendeu? O que há nas laterais do Grêmio?

Despiciendo falar da ludo-cloroquina gremista – toneladas de jogadores ruins que estão estocadas e que os médicos não usam por falta de eficácia comprovada. Assim, como Everton Fake, Chorin (Jael seria bem melhor), Thiago Neves “demitido por usar jatinho do governo...” e quantos mais? Fortunas atiradas pela janela e Renato reclama do orçamento – e, assim como o governo - acha que tem de furar o teto de gastos.

Reuniões ministeriais? Poucas. Quer dizer: treinos, mesmo, poucos. Muitos rachões. Depois de longas férias na pandemia e o próprio Renato ter ficado quatro meses no Rio, jogadores – muitos poupados durante a “gripezinha-brasileirão” – continua a lamúria. Ah, estamos cansados. Barcelona também está mal (lá fizeram o impeachment do técnico) e coisas quetais.

Há algo mais a dizer? Ah, domingo vamos reverter em São Paulo. Tomara. Tomara. É o que resta. Também, se não reverter, vem aí a pré-Libertadores. Viagens longas. E reclamações. E a culpa será, não da imprensa porque em Porto Alegre é dominada pela IVI – Imprensa Vermelha Isenta – e, sim, dos gremistas “não gremistas de verdade”, que ousam criticar o líder Renato.

Dê o resultado que der no jogo decisivo em São Paulo - e Renato ficar... - nós, gremistas, nos preparemos para passar por tudo isso de novo.

Renato e jogadores ganhando bons, muitíssimos bons dinheiros... e se queixando. E a malta torcedora ralando. Muita gente desempregada, morrendo de Covid-19, esperando o auxílio-emergencial. É, está difícil ganhar 300, 400, 500 mil (ou mais) por mês e dizer: “Ah, que vida dura a de jogador e de treinador”...

Dizer mais o quê?

Meu twitter mais anti-chapabranca continua por ai: @streckgremio.


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