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Edição de sexta, 20 de maio de 2022.
(Próxima edição: terça dia 24 de maio.)
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Prisão de advogado suspeito de estuprar três crianças em Canoas



Divulgação - Foto meramente ilustrativa

Imagem da Matéria

Um advogado investigado por abusar de crianças em um condomínio de classe média em Canoas (RS) foi preso preventivamente neste domingo (7) pela Polícia Civil. O suspeito se apresentou na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) acompanhado de seu defensor, o advogado Samuel Aguiar.

A investigação começou em setembro e identificou três vítimas: duas meninas (de oito e nove anos) e uma terceira criança (que não teve idade e sexo revelados). Os três infantes moravam no mesmo condomínio em que o investigado e, conforme seus relatos, foram abusados pelo homem dentro da residência dele, ao irem até o local brincar com o filho do suspeito.

Encaminhado ao sistema prisional, o homem - que não teve o nome divulgado pela polícia - é investigado por estupro(s) de vulnerável (is). A investigação prossegue e os agentes não descartam a existência de outras vítimas.

Conforme o delegado titular da DPCA, Pablo Queiroz Rocha, “as três vítimas não tinham convivência entre si e apresentaram relatos convergentes”. Segundo Queiroz, “há detalhes em seus depoimentos que sinalizam total veracidade ao conteúdo que elas narram”.

O primeiro caso 

O primeiro caso foi descoberto pela família da vítima em setembro, quando uma menina de nove anos contou na escola para uma colega e a psicopedagoga da instituição, que sofria abusos de alguém próximo da sua família. A escola procurou os pais, que conversaram com a criança, que confirmou episódios que aconteciam desde 2017, quando ela tinha cinco anos.

A menina contou que o homem tirava a roupa dela e passava-lhe a mão no corpo, dentro quarto de hóspedes. A família procurou a DPCA, fez exame de corpo delito e foi orientada a manter discrição em relação ao caso até o momento da busca e apreensão. Tal para não levantar suspeitas e evitar a destruição de eventuais provas.

Dentro do condomínio, as suspeitas ganharam repercussão no dia 28 de outubro, data em que a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do advogado investigado. Foram recolhidos um HD externo com senha, celulares e computadores. O material está em análise pela Polícia Civil.

Desde o dia imediato à busca e apreensão, o advogado não mora mais no condomínio.

O segundo e o terceiro casos

O segundo vértice surgiu a partir desta data em que os pais da menina estiveram na casa da família de outra garota, que sabiam que também frequentava a residência do suspeito e contaram sobre a investigação. Questionada pelos pais, essa segunda menina, de oito anos, também confirmou situações de abuso.

Na semana passada, uma terceira vítima foi identificada. A criança também prestou depoimento na DPCA.

Colaboração das famílias

O diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Mário Souza, avalia que houve crime. “É preciso que as famílias que sabem fatos denunciem e confiem na Polícia Civil. A exposição do estupro de vulnerável é fundamental para que o crime acabe. Nenhuma informação sobre as crianças será divulgada. Muitos desses criminosos utilizam armadilhas mentais para que meninas e meninos não revelem o que passam. Todos que sabem de algo precisam denunciar, sejam professores, vizinhos ou familiares”.

A mãe de uma das vítimas afirma que está satisfeita com a prisão do suspeito e espera que a esposa do advogado também seja investigada. Até o momento, nada há sobre a cônjuge do suspeito.

Contraponto

O advogado Samuel Aguiar, que defende o homem suspeito, confirma a ação policial: “Estamos cooperativos com processo e com a investigação. Agora é aguardar o desenrolar das etapas processuais para apresentar a defesa e ficar evidenciada a inocência do meu cliente".

A posição da OAB/RS

A Ordem dos Advogados do RS ainda não foi oficialmente informada sobre as ocorrências e as investigações. Mas ante a repercussão, adiantou-se e pediu à Polícia informações imediatas que serão mantidas sob sigilo.

Se for o caso, será aberto processo ético-disciplinar contra o advogado. Em tese, uma das possibilidades é a ocorrência de suspensão preventiva do exercício profissional.


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