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Edição de terça, 4 de julho de 2022.
(Próxima edição: sexta dia 8.)
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À espera de um milagre: o que é pior? A direção ou o chapabranquismo?



Morgana Schuh/Grêmio FBPA

Imagem da Matéria

Bom, parece que o Grêmio ainda tem um fio de esperança. O Juventude não pontuou. Que feio estar nessa situação. Milhões de reais torrados em vão. Calça de veludo e bunda de fora.

Contratações irresponsáveis, inúteis e jogadores desinteressados em campo. Uma vergonha.

Disse Denis Abraão (que foi abandonado pelos demais diretores tanto na Bahia como em São Paulo): “Demos tudo para eles; avião fretado, melhor hotel e todo o carinho – e entrando em campo contra o Bahia, mostram leniência”. Tão feio quanto o papel dos jogadores é o dos diretores que abandonam Denis ao relento. Putz.

Mas isso tudo tem antecedentes. Os chapabranquistas – muitos deles, na verdade, a expressiva maioria,  sistemistas – proporcionaram esse estado de coisa. Ajudaram a construir o fracasso. A fenomenologia do fracasso.

São muitos os chapabranquistas. Mais ou menos como no diálogo entre Zorro e Tonto acerca dos índios que cavalgavam, ruidosamente, na direção deles.

Zorro pergunta: “E o que me diz dos índios que vem aí?”

Ao que Tonto responde: “São muitos”.

Isso. São muitos! Muitíssimos.

Nós, os críticos, que avisavam que o fracasso seria inevitável (isso há dois anos), éramos chamados de pecadores, maus gremistas e secadores. Sim, tudo em nome do Deus Renato – o cara da estátua.

Deu nisso. Sim, cara pálida. São muitos.

À espera de um milagre.

PS – Na maior m..., consta que o Grêmio não ofereceu prêmio algum para o Fortaleza ganhar do Cuiabá. Nem nisso o Grêmio se mostra efetivo e profissional. Em outras palavras: o réu não se ajuda.


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