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Edição de sexta, 20 de maio de 2022.
(Próxima edição: terça dia 24 de maio.)
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Falta muito mesmo para que a OAB nacional aterrisse...



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A OAB nacional foi destaque na defesa dos direitos da cidadania e das liberdades democráticas. Com o tempo, isso faz parte de um passado distante da realidade. Por inação, conveniência, equívoco ou perda de rumo, ela é omissa em temas de grande relevância e interesse da sociedade.

Não há exigência publicizada de uma conduta mais republicana para alguns ministros que integram os tribunais superiores.

Há um “Grande Gatsby” – romance de F. Scott Fitzgerald – que circunda o Lago Paranoá, em um eterno “summer time”. Brasília é o resultado de um magnífico projeto arquitetônico, onde quase tudo foi planejado, menos a presença do povo.

É uma ilha que congrega os que servem ou se servem do poder, inspirados por um silêncio obsequioso imperante entre os iniciados.

É como o telecatch da minha época: a luta entre o bom moço Ted Boy Marino e o malvado Fantomas. Como dizíamos, era “às brincas”, um faz de contas para atrair a audiência na televisão.

Ouço no rádio que o voto de determinado ministro foi decisivo para desbloquear os bens do pai do seu afilhado de casamento. Que a advogada esposa do ministro fulano e a do beltrano, advogam em grandes escritórios que militam nas altas esferas do Judiciário e assim por diante.

Mas e o cidadão que não recebe esclarecimentos por iniciativa das cortes e, ou, da concreta movimentação da OAB nacional?

Entre coquetéis, comendas recíprocas e serelepes um “deixa pra lá”, porque é assim que funciona.

Falta muito mesmo para que a OAB nacional aterrisse e credencie-se novamente como porta voz da advocacia e da cidadania.

Internamente é imperdoável que as duas propostas às eleições diretas para o Conselho Federal tenham sido abafadas pela provocada e cômoda inércia nos trâmites legislativos. É inadmissível também que o voto nas eleições que elegem os Conselhos Seccionais seja obrigatório.

Mas se não damos um passo à frente arrumando a casa, não há o que esperar em termos de denúncias ou de imposições à necessária transparência. O sistema como um todo (advogados, magistrados e MP), pagará um preço alto pelo descrédito.

Enquanto isso, ouvindo o genial Louis Armstrong, vestindo toga trocando comendas e homenagens, esqueçamos da dona Maria e do seu João que esperam uma advocacia corajosa, um Poder Judiciário acima de qualquer suspeita e um MP sem mordaça.

... What a wonderful world...


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