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Edição de terça, 4 de julho de 2022.
(Próxima edição: sexta dia 8.)
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Em um mato sem cachorro



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Juíza nova na idade e na carreira. Dava os seus primeiros passos, substituindo em uma das varas do trabalho de Porto Alegre.

Em uma manhã antes de ir ao foro, como requerem a beleza e a vaidade, foi a uma estética existente nas proximidades, para os cuidados com cabelos e unhas. No local apenas mulheres que conversavam animadamente sobre o cotidiano.

Repentinamente ingressa pela porta do estabelecimento um homem que carregava em uma das mãos uma pistola. Ordenou que todas ficassem de joelhos e, aproveitando-se do pânico, recolheu os pertences que estavam nas bolsas: celulares, carteiras, talões de cheques, cartões de crédito, assim como as joias que ostentavam.

Após a saída do elemento, por sorte sem nenhuma violência física, compareceu a polícia para as providências necessárias.

Passado o susto, retomando a vida, a jovem magistrada compareceu no dia seguinte para cumprir a pauta das audiências.

Realizado o pregão ingressa na sala o mesmo sujeito que havia praticado o roubo. Ele fixa o olhar na juíza, sem desviar um segundo a atenção, revelando reconhecê-la.

À época no foro trabalhista não havia sequer detectores de metais, e a segurança não portava arma de fogo.

O que fazer? O saguão estava lotado por partes e advogados.

A juíza, com sabedoria e calma, conduziu a audiência até o final e, certamente, evitou um tiroteio que atingiria muitos.

A outra alternativa seria chamar a polícia que ingressaria no prédio armada.

Graças ao equilíbrio da então jovem magistrada, não conto hoje uma triste história repleta de vítimas.


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