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Edição de terça, 4 de julho de 2022.
(Próxima edição: sexta dia 8.)
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Parabéns, muito bem feitos!



Dreamstime – Imagem meramente ilustrativa

Imagem da Matéria

O magistrado, seja pela idade mais avançada, seja pelo temperamento, mantinha uma interlocução intensa com os servidores da vara.

Aconselhava, falava muito da sua vida e, por esses aspectos, era admirado.

Por alguns mais entusiastas era chamado de mestre.

Quando percebia que algum servidor estava encolhido, diferente do comum, perguntava ao diretor o motivo, a causa. Foi assim que soube que uma servidora estava impactada pela notícia de um tumor no seio. Não poupou esforços para aconselha-la e ampará-la emocionalmente.

Uma mulher jovem e bonita que, em meio a tantas incertezas, manifestou a sua intranquilidade com eventual dano estético.

O juiz falava sobre a vida, a importância de ser forte e acumular forças para superar a doença

Iniciado o tratamento, os contatos eram menos frequentes, mas quando ocorriam ocasionalmente, ela sempre repetia: “Não esqueço dos seus conselhos”.

Passado mais de um ano, quando o juiz estava deslocado para outra função, recebeu no gabinete a visita da jovem. Ela estampava um sorriso contagiante e estava empolgada. Relatou que tudo havia saído da melhor maneira possível.

Ela disse: “Doutor, tudo saiu bem, e a cirurgia não deixou nenhuma sequela estética.”

Tentando esquivar-se dos detalhes que considerava íntimos, ele desviou o assunto. Mas não teve jeito.

Ela em um impulso levantou a blusa e afirmou com orgulho: “Ficou bem, né doutor?”.

Embaraçado com a revelação, ele só teve tempo de esboçar uma frase titubeante: “Parabéns ao cirurgião! Muito bem feitos”...

É claro que as pessoas que enfrentam processos intensivos com tratamentos, rompem as barreiras da inibição. Afinal, a manifestação da jovem serventuária foi uma demonstração de carinho e de consideração. O susto passou, dando lugar à racionalidade.


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